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História

A associação

 

A ARCOV nasceu da junção do "Grupo Desportivo de Covas" e a "Comissão de Festas de S. João Covas", que eram constituídos, em grande parte, por elementos comuns. A nível estatutário a ARCOV nasceu oficialmente em 08 de Janeiro de 1975, embora já em 1973 a ARCOV existisse com alguns (poucos) sócios, para, aquando da sua oficialização ser de setenta e quatro sócios.

Embora a sua fundação fosse em 1975 só a 27 de Novembro de 1978 é que os estatutos da ARCOV são publicados em Diário da República.

Depois de um processo que englobou grandes debates de princípio, chegaram à criação da Associação com objectivos mais amplos e ambiciosos. Este é o lema que passa a caracterizar a ARCOV e visa, fundamentalmente proporcionar a cultura, o recreio e o desporto, a todos os seus associados bem como à organização das festas de "S. João em Covas".

Durante os primeiros anos de vida da ARCOV, a primeira assembleia-geral, bem como a primeira sede foi no sótão de uma casa.

Após várias diligências entre directores e o proprietário do café onde actualmente está sedeada a ARCOV, dá-se a compra do trespasse do mesmo pelo valor de 300 contos. Para tal foi necessário recorrer a emissão de títulos no valor de 1.000$00 cada, que foram adquiridos por alguns associados no total de 20 títulos por pessoa "20.000$00".

Após a compra do trespasse, a ARCOV ficou dotada de condições condignas para realizar as suas reuniões de direcção e assembleias-gerais, bem como proporcionar aos seus associados condições de lazer, como a prática de jogos de cartas, pingue-pongue, xadrez, dominó e evidentemente para que pudessem tomar o seu café e assistir aos programas de televisão.

Desde a sua fundação até 1980, a ARCOV participa em vários torneios de futebol de 11, onde conquista vários troféus, estando sempre presente nas fases finais dos mesmos.

A ARCOV, mediante os seus estatutos, funciona com quatro secções: a secção recreativa, cultural, desportiva e a secção social (exploração do bar da sede). É da exploração do bar da sede que advêm as maiores receitas da Associação.

Em 1980, a ARCOV já detém um património bastante rico, em relação a qualquer outra Associação do mesmo género. Tem uma sede própria cuja renda mensal é de dois mil e quinhentos escudos. Faz parte também do património da associação, todo o recheio do bar e uma carrinha de marca "Bedford" com a matrícula BM-93-48, que custou 350 contos.

O bar funciona normalmente todo o dia, tendo por isso um funcionário remunerado, bem como uma senhora que procede à limpeza dessas instalações.

O número de associados da ARCOV era de 750, mas após uma actualização passam a ser 540.

Até 1981 a cota mensal era de 10 escudos. A partir dessa data, a mesma varia entre os 20 e os 100 escudos, sendo a média geral de 35 escudos mensais. Dos 540 sócios inscritos, só 70%, sensivelmente, têm as suas cotas regularizadas.

Em Janeiro de 1983, a ARCOV comemora pela primeira vez o seu aniversário. Do programa das celebrações destaca-se o hastear da bandeira pelas 11.30, na sede da associação, umasalva de morteiros por volta das 13.00. Às 15.00, jogo de futebol a contar para o Campeonato Regional da III Divisão entre a ARCOV e a equipa do Delães, e para finalizar um jantar que teve lugar num restaurante da localidade pelas 20.00, onde foi feita uma palestra alusiva à efeméride, sendo também feita a entrega de 100 louvores aos sócios, dos quais fazem parte os fundadores da associação e outros que de algum modo colaboraram ao longos destes oito anos para o engrandecimento da ARCOV.

Na sequência das comemorações dos oito anos de vida da ARCOV, o jornal "O Povo de Guimarães" publica na sua edição de quarta-feira, 05 de Janeiro de 1983, a seguinte entrevista com os directores da ARCOV "Meme Baptista e Agostinho Teixeira", sobre a vida da ARCOV presente e futuro.

" O futuro a curto prazo, portanto dentro de um ano, dois anos não temos nada em concreto, a não ser aquilo que temos feito, no entanto a compra de um terreno está dentro da nossa ideias e logo que essa oportunidade se nos deparar, aproveitá-la-emos, embora saibamos que a sua aquisição ocasionará um grande dispêndio de verbas. Mas o dinheiro aparecerá com o tempo, embora nem para o sinal o tenhamos.

Se conseguíssemos arranjar aqui um terreno que nos desse para construir uma sede, com salão para projecção de filmes e para outras actividades de ordem cultural, certamente que agarrávamos essa ideia mas temos de convir que é muito difícil, pois os proprietários dos terrenos não os cedem a troco de nada e ainda mais, tentam sempre que possível arrecada-los se possível para si.

Embora os associados também não estejam muito motivados pela associação, não é que a associação não tenha actividades que os motivem, creio que a vida particular de cada um já é muito preenchida e para se poder despender de uma/duas horas com a associação, muitas das vezes as ideias de cada um não se concretizam, adiam-se e a associação não pode ficar ao deus dará.  

Há actualmente uma crise, pois não se tem conseguido nos últimos anos arranjar uma direcção de grande gabarito que projecte a associação para mais altos voos. Vivemos com uma direcção de gestão, não uma direcção propriamente eleita, porque não se conseguiu formar uma lista, para o mandato presente. É nossa convicção de que também nas próximas eleições a realizar brevemente ira acontecer o mesmo, mas nós estamos na disposição de orientar os destinos da associação por mais um ou dois anos, em quanto tivermos vida e saúde".

Nos anos 80 o atletismo vem juntar-se a outra modalidade já existente, o futebol de 11. Com participações em inúmeras provas de atletismo, a ARCOV vai conquistando troféus em muitas provas, principalmente por uma atleta de nome "Maria", que ao longo de vários anos conquistou muito troféus para a associação. Volvidos alguns anos, e em consequência de elevadas despesas que a associação acarretava, assim como a falta de infra-estruturas necessárias, dá-se a ruptura da equipa de atletismo.

A secção desportiva é aquela que mais motiva os seus associados, pelo que a sua afluência aos jogos andava pela ordem dos 50/60 por cento. Ainda que antes de ARCOV se filiar na "Associação de Futebol de Braga" só jogasse em torneios de índole popular, nessa altura a afluência era maior. Também era nessa altura que a ARCOV, embora com bastante esforço, conseguia os melhores resultados. No entanto, chegou-se à saturação, não havendo por conseguinte motivos para continuar a jogar em tais torneios, pelo que optaram, em 1980, pela filiação oficial na "Associação de Futebol de Braga".

De notar que logo na primeira época 80/81, a ARCOV ficou a um passo da subida de divisão, pois ficou igualada em pontos com o vencedor, não subindo somente por uma questão de goal-average.

Na época seguinte 81/82, a ARCOV não consegue novamente a subida de divisão, pelo facto do campo onde normalmente jogava ficar bastante deslocado da sede da associação, o que obrigou a maiores despesas. Também nessa época a ARCOV preferiu fazer alinhar com jogadores chamados "prata da casa."

Na época de 82/83, a ARCOV reforça-se com jogadores de fora da terra, e nesta mesma época faz um contrato com o "Águias Negras de Tabuadelo", que cede o seu campo de jogos, contrato esse válido por dez anos. Nos primeiros sete anos essa cedência foi gratuita, ficando a ARCOV obrigada a pagar uma renda nos três anos seguintes Entretanto, e para que ARCOV pudesse jogar no mesmo, tiveram que proceder a obras para que o campo ficasse com as medidas oficias. Para tal foi feito um investimento na ordem dos 450 contos.

Antes desse campo ser utilizado, os jogadores e equipa técnica já haviam deambulado pelos campos de jogos de "Caneiros" e do "Águias de S. Romão" onde jogaram uma época inteira.

Depois de se investirem em instalações desportivas fora da freguesia, e com o decorrer dos anos, a ARCOV subia de divisão. O jogo que deu a subida da ARCOV à II divisão distrital disputou-se no campo do Pevidém, tendo a ARCOV vencido 2-1 a equipa do "Vasco da Gama", depois de estar a perder por 0-1 ao intervalo, num jogo disputado à noite e apitado por Fortunato Azevedo. Apesar de tudo isto, pouco tempo depois surge a ruptura desta filiação, em consequência de elevadas despesas que a Associação acarretava, assim como a falta de infra-estruturas necessárias.

Das actividades realizadas ao longo dos anos, destacam-se as festas em honra de S. João, o passeio anual, as festas de Natal, o Carnaval, actividades culturais, recreativas e sociais, bem como a participação em torneios, campeonatos de futebol de 11 e em grandes prémios de atletismo.

Em 1986, a ARCOV atravessa uma crise directiva, que foi porém assumida por uma comissão de gestão, composta por um grupo de jovens, ficando assim o futuro da associação assegurado. É deste modo que toda a documentação começa a ser arquivada e muitos dos processos informatizados, o que permitiu que a partir de 1987 fosse feita uma descrição mais exaustiva daquilo que foi a ARCOV.